Você é a “doutora de sua família”

Você é a “doutora de sua família”

Existe uma orientação profissional, do psicólogo, do médico ou do educador, que é muito importante e possibilita um direcionamento de como cada família conduzirá a formação de seus filhos. Mas essa orientação precisa ser alinhada aos valores e ao modo de vida de cada família, respeitando o ciclo de vida e o momento que a família está vivendo.

Quase uma operação matemática:

Teorias Profissionais+ Valores e crenças
Modo de ser de cada família
= Realidade de cada família
Aplicação

A orientação do profissional precisa fazer sentido, ser integrada ao dia a dia familiar. Dessa forma, é possível eleger a decisão para aplicá-la com as crianças na família.

Durante a primeira infância, os cuidados devem ser ainda maiores porque a criança e o bebê não têm condição de avaliar, questionar ou refletir sobre qualquer conteúdo. Assim, todas as informações vinculadas são consideradas completamente verdadeiras pelas crianças.

Funciona mais ou menos assim:

Os bebês sentem-se completamente ligados, juntos, à mãe e ao mundo, como se fosse tudo a mesma coisa. Ou melhor, uma coisa só. E para experimentar algo diferente, cada criança vai ‘testando’, procurando os limites (vai vivendo). Inicialmente, procura os limites físicos e, depois, os limites psíquicos. E ambos exercem fundamental importância no desenvolvimento psíquico e neurológico da criança.

A criança que recebe os limites físicos e psíquicos apura (desenvolve) limites dentro dela mesma e passa a se reconhecer melhor, a respeitar suas necessidades internas, tornando-se mais saudável e feliz consigo mesma e liberando os pais de sua tirania.

Na época em que vivemos, o ‘Não’ é sempre uma dúvida; difícil dizer não quando se pode dizer sim.  Quase acaba com nosso dia e nos torna a ‘rainha má’. Nesse caso, novamente é importante ouvir o direcionamento do profissional e ouvir seus instintos mais profundos, ou seja, o que desejo que meu filho viva, experimente. E o ponto de encontro dessas respostas vai direcionar como você conduzirá sua decisão.

Um exemplo sempre colabora:

Meu filho tem ficado um pouco mais agitado e nervoso quando não permito que ele veja televisão na hora das refeições. Por isso, recusa-se a comer. O pediatra diz que ele precisa se alimentar de qualquer forma, pois não está atingindo o peso ideal. A família se desespera. Sinais de tensão no ar, o bebê sente e fica ainda mais agitado internamente. Às vezes, atender ao pedido do bebê – ligar a TV – e dar conta da orientação do médico faz com que o bebê coma mais. Mas será que desta forma a família sente-se acolhida? Ou ela simplesmente realiza o que foi determinado? Desta forma, família e bebê continuam sem entender o que de verdade está acontecendo internamente, porque o bebê evita relacionar-se com o alimento e como a família percebe e se sente com isso.

Muitas vezes, é necessário respirar e observar cuidadosa e amorosamente para perceber que a criança está ingerindo muito líquido antes das refeições e fica com a barriguinha muito ‘cheia’. Ou que come muito bem quando a família está toda reunida à mesa para a refeição. Ou simplesmente essa família é de baixa estatura, pequenos e magros, e seu bebê também estará com o peso mais próximo ao limite da curva exigida e determinada.

E tomando consciência dessas importantes circunstâncias de sua família, você soluciona esse desafio e vive mais tranquila e feliz sabendo que você é ‘doutora’ quando o assunto é sua família.

Vamos juntas desmistificar a primeira infância. Nos próximos artigos trarei mais informações sobre comportamento e os desafios da comunicação.

Estamos juntas para descomplicar o seu dia a dia, trazendo desenvolvimento saudável, diversão, disciplina e desmistificando a primeira infância.

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