Servindo saúde no prato: dicas para uma boa alimentação

Servindo saúde no prato: dicas para uma boa alimentação

Para garantir um desenvolvimento saudável e se ter uma refeição calma, sem birras, chorro e estresse, precisamos entender a raiz do problema que está ocorrendo na alimentação e trabalhar para educar o paladar das crianças.

Algumas dicas preciosas

  1. A educação alimentar precisa inciar o mais breve possível. Comer é um ato aprendido e as crianças aprendem rapidamente, mas vale lembrar que nossas características comportamentais são 80% influenciadas pelos fatores ambientais. Então redobre a atenção no ambiente em que estão sendo realizadas as refeições. A família faz a refeição junta? Onde estão realizando a refeição? Como é momento da refeição? Esses pontos são tão importantes que falaremos deles em um outro artigo.
  2. Horário e rotina é tudo! Muitos pais não tem horário e acham normal que seus filhos também sigam esse padrão, porém crianças precisam de uma rotina, isso lhes passa segurança. Os momentos pré e pós refeição também são importantes serem considerados. Quando estamos fazendo algo que gostamos não queremos parar e as crianças também são assim, muitas vezes a refeição interrompe um momento de brincadeira, de diversão. Ficando como referência como algo chato que interrompe o que gosto de fazer. O sono também é outro fator de influência, entre muitos outros exemplos que podemos dar em relação a importância da rotina e do horário na alimentação.
  3. Investigue quando tudo começou. Se você quer resolver um problema, vá a raiz. Sei que não é fácil, relembrar e saber exatamente onde tudo começou. No desmame? Foi a exposição a guloseimas e alimentos ultraprossesados muitos cedo? Algum trauma? Mas sabendo o motivo, você poderá utilizar técnicas diferentes para melhorar a aceitação.
  4. Você já ouviu a frase comemos com os olhos. Na verdade comemos com os olhos (cor, aparência) primeiramente, depois com o olfato (cheiro), com a audição (sons como o crack crack) e com o tato (consistências e texturas). Muitas vezes ignoramos os outros sentidos e só pensamos no paladar (gosto). Para educar o paladar é fundamental trabalhar os 4 sentidos (visão, olfato, audição e tato).
  5. Coma junto, sentem-se a mesa. As crianças precisam ter exemplos e estímulo e os pais devem ser bons exemplos. Você já ouviu que a criança não come bem em casa e na escola come super bem, normalmente isso ocorre poque ela se espelha nas outras crianças.
  6. E por último, você já ouviu a música do Martinho da Vila “É devagar! É devagar! É devagar é devagar. Devagarinho…” Não adianta do dia para noite, você mudar todo o cardápio. Mude aos poucos e comece com alimentos que a criança gosta e vá alterando aos poucos, incluindo novos alimentos.
  7. Tenha muuuuuuuita paciência. O momento de mudar é agora! E cuidado para não se descuidar e repetir os erros que dificultam a aceitação alimentar que mencionamos no artigo anterior. Dizer não e dar limites é amar. Seja firme e não ceda, saiba aonde quer chegar, o seu objetivo maior.

Vamos juntas construir um plano de ação e resolver o problema da dificuldade alimentar na sua casa. Nos próximos artigos trarei dicas e sugestões que podem te ajudar no dia a dia.

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