O primeiro trimestre de vida do bebê

O primeiro trimestre de vida do bebê

Quando o bebê nasce, seu cérebro ainda não está totalmente amadurecido. Uma das justificativas para isso é o fato de que, se assim estivesse, a cabecinha do bebê não passaria pelo canal de parto na pelve materna. A forma que a natureza encontrou para possibilitar o nascimento foi favorecer o desenvolvimento e amadurecimento cerebral já no ambiente extrauterino. O custo de ter a necessidade de um cérebro grande é que o bebê humano nasce extremamente dependente e com necessidade constante de cuidado.

Durante os dois primeiros anos de vida, o cérebro humano crescerá e se desenvolverá rapidamente, adquirindo as habilidades necessárias para torná-lo independente no futuro. E o nosso trabalho como pais e cuidadores é estarmos atentos às necessidades do bebê, dando a ele um ambiente favorável para o desenvolvimento.

O primeiro trimestre de vida do bebê é considerado por muitos especialistas como o quarto trimestre de gestação e recebe o nome de Exterogestação. Neste período, quanto maior for a semelhança com o ambiente intrauterino, mais confortável e seguro estará seu bebê. Também será mais fácil sua adaptação ao ambiente extrauterino. Podemos entender esse período como um tempo de transição.

Dentro do útero, o bebê ficava bem apertadinho, enrolado na posição fetal, envolvido pelo líquido amniótico e limitado por uma parede pouco flexível. A temperatura era constante e morna. Havia um balançado intermitente para frente e para trás promovido pelos movimentos maternos. Ele também estava ouvindo constantemente um som emitido pelo corpo da mãe, principalmente da artéria aorta que, em sua porção abdominal, está localizada bem próxima ao útero gravídico. O barulhinho que o bebê ouvia era bastante parecido com “shhhh shhhh” e o volume era mais alto que o de um aspirador de pó. Outros sons também eram frequentes, como os batimentos cardíacos, o intestino materno e a voz materna.

Na vida fora do útero e ainda nos seus primeiros dias, o bebê está se adaptando a esse novo mundo. Seu corpinho não vence a ação da gravidade, a textura das roupas não é a mesma do líquido amniótico, os sons são estranhos, a temperatura é diferente daquela que ele estava habituado e a claridade também.

Tudo é muito novo! Agora o bebê sente fome e necessidade de ser alimentado, precisa sugar e deglutir da forma correta. Seu corpinho está aprendendo a regular a própria temperatura, está se habituando aos novos sons e ao silêncio, e entre os sons, tenta reconhecer a voz materna – sua maior referência de segurança.

Serão meses de intenso aprendizado para o bebê e, ao final deste primeiro trimestre de vida, o bebê será capaz de sorrir para rostos conhecidos, ficar mais tempo acordado, observar o mundo ao seu redor mantendo a cabecinha mais alinhada com o pescoço e arrancará suspiros de todos!

Vamos juntas desmistificar a primeira infância. Nos próximos artigos trarei mais informações sobre o primeiro trimestre de vida, uma fase tão importante e cheia de adaptações.

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