Introdução alimentar. Iniciando a comidinha salgada

Introdução alimentar. Iniciando a comidinha salgada

Esta é a segunda parte do nosso artigo sobre introdução alimentar. Está desmamando agora? Comece com as frutinhas! Leia mais aqui.

Você iniciou a introdução alimentar e seu filho faz várias caras e caretas? Não se assuste, é normal! Eles estão aprendendo a deglutir sólidos. Parece, inclusive, que estão cuspindo, mas é apenas um reflexo (reflexo de protusão da língua). Ele está imitando o movimento de sucção que, até o momento, é o comum para ele.

Carinha que vai vomitar e engasgos? Isso acontece e é normal. Não se desespere, apenas monitore. Eles estão aprendendo a engolir sólidos e, por isso, precisamos estar o tempo todo ao lado. Cuidado para não assustá-lo, às vezes nossa reação ‘exagerada’ com algum engasgo pode fazer com que recusem o alimento por um tempo.

E a comida salgada? Quando perceber que ele já está comendo bem as frutas, adicione outra refeição, agora salgada. Deixe que primeiro a criança conheça uma variedade de sabores e texturas. Não precisa ter pressa na comida / refeição salgada. Também inicie devagar.

Se o seu filho recusar, não desista. Ele não está acostumado com aquele paladar. Cabe a nós educarmos o paladar das crianças. Oferecer de 10 a 15 vezes o mesmo alimento para que ele aprenda a gostar. Porém, a insistência não pode ser feita de qualquer maneira. O ideal é esperar alguns dias para tentar novamente, com o alimento apresentado de diferentes maneiras. Por exemplo, um dia a cenoura vem ralada, depois cozida ou em purê.

Normalmente, as crianças preferem os sabores mais adocicados, como os da banana, pera, mandioquinha e abóbora. Você pode começar por aí, mas não se restrinja. Elas precisam ter contato com todos os sabores – doce, amargo, azedo e salgado – para conhecer as diferenças e educar o paladar.

Açúcar, só depois do segundo ano de vida, como indica a Sociedade Brasileira Pediatria. De resto, as crianças podem consumir os mesmos pratos que são servidos para o restante da casa. Porém, sem sal e na textura correta, que é a amassada com garfo. Não se pode mais é liquidificar os alimentos, fazer um sopão tão comum. Evite misturar todos os alimentos. Quando eles são servidos separadamente, a criança consegue identificar melhor o sabor de cada um deles.

A introdução da refeição salgada é uma excelente oportunidade para começar a cozinhar e melhorar a alimentação de todos. Coloque o cadeirão perto e comam todos juntos. Aqui em casa, por exemplo, comprei um cadeirão com ajuste de altura e as crianças sempre comeram na mesa conosco. E a mesma comida.

Ah! Se a sua preocupação é a quantidade que a criança vai comer, relaxe! Seu bebê é muito inteligente! Ele segue seus instintos naturais e sabe quando está saciado. Se está comendo muito, tudo bem, ele está precisando neste momento. Se está comendo pouco, tudo bem também, apenas monitore. Eles não são mini-adultos que comem por ansiedade. Eles só comem o que precisam. Confie no seu bebê! Não force para que eles comam, para não ter talvez uma associação negativa com a alimentação.

Em relação ao método? Qual o melhor? O seu! Tradicional, BLW (Baby-led weaning – o desmame que o bebê lidera / Gill Rapley) ou participativo. Não existe certo ou errado!

Se quiserem uma dica, façam de diferentes formas. Não é só a sua preferência, tem o estilo de vida, tempo… Cada família é única e terá o seu modo de fazer as refeições. Faça acontecer da sua forma, mas vale, independentemente do método, sempre oferecer pedaços para que a criança possa manusear, desenvolver as questões sensoriais, textura, temperatura e até mesmo estimular a coordenação motora fina.

Como já falamos, a consistência é amassadinha com garfo ou em pedaços pequenos. A temperatura pode e deve variar. Para o bebê tudo é novo e cada um tem o seu jeitinho. Dispa-se dos preconceitos e crenças. Sempre dou o meu exemplo: gosto de comida bem quente e meus filhos preferem a comida quase fria. No início, mesmo tendo conhecimento e informação, tive dificuldade em aceitar que preferiam a comida quase gelada.

E a amamentação, como fica? Não é porque está começando a comer que precisa tirar o peito e iniciar o desmame. O leite materno continua sendo uma excelente fonte de nutrientes para o seu bebê, além das questões emocionais e imunológicas. Na verdade, a alimentação será um complemento para o leite materno no primeiro ano de vida, quando o bebê está aprendendo a comer, e não o contrário.

Ah! Oferecer pedaços grandes, como pepino e cenoura gelados, é ótimo quando os dentinhos estão nascendo. Eles ajudam a aliviar a dor e coçar a gengiva muito melhor que qualquer mordedor de marca, além de exercitar a musculatura, mastigação e estimular a dentição.

E como sempre digo, a comida vai muito além do prato! Comer requer atenção e deve ser motivo de prazer. Precisamos estar em um ambiente calmo, tranquilo. Nunca force, se a criança não quer. Faça da refeição um motivo de festa, crie um clima bom, de conexão e conversa. Independentemente se seu bebê fala ou não, eles entendem tudo. Ofereça comida feita em casa com base em alimentos in natura. Esses fatores são determinantes para que seu filho goste de estar à mesa e se alimentar.

Vamos juntas desmistificar a primeira infância. Continue acompanhando o nosso blog e redes sociais e veja muitas dicas importantes para o seu dia a dia.

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