A importância da autonomia. Preparando nossos filhos para a vida

A importância da autonomia. Preparando nossos filhos para a vida

Desenvolver a autonomia das crianças pode transformar o seu futuro. Pode parecer bobagem, mas permitir que a criança realize tarefas sozinha desde cedo faz muita diferença em seu desenvolvimento. Todas as vezes que fazemos algo pela criança estamos tirando a oportunidade de que elas se desenvolvam e façam por si, que compreendam que são parte ativa da própria vida. Maria Montessori dizia: “Nunca ajude uma criança em algo que ela acredita que pode fazer sozinha”.

Deixar de ter o controle não é algo tão simples e fácil. E fazer por eles também não é a solução. Nosso papel como pais é de sermos treinadores que estão ao lado, mas isso exige paciência e tempo para que os frutos sejam colhidos. Todavia, somos habitualmente guiados pela pressa e pela praticidade.

Pense quais ferramentas está colocando na mochila de experiências do seu filho para embasar suas escolhas? Como ensinar seu filho hoje a lidar com os desafios, tomar decisões assumir as consequências de seus atos e resolver problemas? Quanto pode estar “sabotando” a autonomia em nome do tempo?

Não estamos aqui falando de adolescentes, mas de crianças que podem desde pequenas guardar seus brinquedos, escolher a fruta do lanche, escovar os dentes, se vestir entre outras tarefas. É preciso dar oportunidades de escolha e confiar na capacidade da criança. As escolhas pedem reflexão das possíveis consequências, demonstram que a vida é regida pela lei de causa e efeito, além de exercitar a empatia e o autoconhecimento.

Vamos a prática? Separei sete dicas para incentivar o desenvolvimento da autonomia do seu filho desde cedo:

  1. Permita que seu filho faça escolhas. Pode ser a roupa, o cardápio do dia, o passeio do final de semana, mas explique o que deve ser levado em consideração e deixe livre sua escolha.
  2. Criem juntos um quadro de rotina e permita que ele escolha a ordem das atividades, sempre que possível.
  3. Escute, esteja ao lado, pergunte, compartilhe suas reflexões e percepções.
  4. Fale sobre as consequências naturais de nossos atos, isso ajudará seu filho a entender causa e efeito.
  5. Incentive a coragem e a autoconfiança, reconhecendo as dificuldades da atividade para ele, mas encorajando-o a desenvolver, valorizando seu esforço. Não ajudar e não fazer por ele é uma maneira de confiar.
  6. Lembre-se que o erro também faz parte do processo de aprendizagem da autonomia. As decepções e frustrações colaboram para que eles se tornem adultos resilientes, agradecidos e não alguém constantemente insatisfeito. Possibilite que ele lide com os resultados e que compreenda que vai haver outras chances e que as falhas não o definem, mas apoie emocionalmente para que se sinta forte.
  7. Ensine, demonstre, mas não faça. Quanto mais fazemos pelo outro, mas tornamos o outro dependente e inseguro. Treinamento é tudo, a experiência do fazer, nos torna cada dia melhor.

Vale ressaltar que ao contrário do que se possa pensar, incentivar e desenvolver a autonomia infantil não é deixar a criança fazer o que quiser e sempre que quiser. É oferecer atenção às suas necessidades e orienta-la para as melhores escolhas para que se torne um adulto emocionalmente forte e seguro de suas escolhas.

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